Resumo
Este artigo analisa a efetividade das ações afirmativas previstas na legislação eleitoral brasileira para ampliar a representação política de mulheres negras na Mata Sul de Pernambuco, região historicamente marcada por desigualdades de gênero, raça e classe. Combinando dados estatísticos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e abordagem crítica interseccional, comparam-se os resultados das eleições municipais de 2020 e 2024, com ênfase na proporção de mulheres eleitas para prefeituras e Câmaras de Vereadores, além das dimensões raciais desse processo. Os resultados apontam avanços tímidos na representatividade de mulheres negras, mas evidenciam a persistência de assimetrias sistêmicas. Conclui-se pela urgência do aprimoramento das políticas públicas, da intensificação na fiscalização das cotas e da implementação de medidas que considerem a interseccionalidade entre raça e gênero.

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